o que é BUSD

BUSD: O Que É, Como Funcionava e Por Que a Stablecoin da Binance Chegou ao Fim

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é BUSD e qual foi o papel dessa stablecoin no mercado cripto. Durante alguns anos, o token da Binance ganhou grande relevância em negociações, mas acabou sendo descontinuado por questões regulatórias. Neste artigo atualizado para 2026, você vai entender a história do BUSD, como ele funcionava, por que saiu de cena e quais são as alternativas mais seguras hoje.

stablecoin BUSD da Binance representada em ilustração

O que é BUSD?

O BUSD (Binance USD) foi uma stablecoin lastreada em dólar, criada em parceria entre a Binance e a empresa Paxos. Seu objetivo era oferecer um ativo digital estável, com valor sempre próximo de US$ 1, para facilitar negociações, proteção contra volatilidade e operações no ecossistema cripto.

Por muito tempo, essa moeda estável esteve entre as principais do mercado, competindo diretamente com USDT e USDC.

Como o BUSD funcionava?

O funcionamento do BUSD seguia o modelo clássico de stablecoins centralizadas, com reservas em ativos tradicionais. Em linhas gerais, a mecânica envolvia:

1. Lastro em dólar e ativos seguros

Cada unidade de BUSD era emitida com suporte em reservas mantidas pela Paxos. Essas reservas incluíam dólares em caixa e títulos do Tesouro americano de curto prazo, buscando garantir a paridade de 1:1 com o dólar.

2. Emissão regulada

A Paxos operava sob supervisão do regulador de Nova York (NYDFS). Isso significava que a criação e o resgate de tokens precisavam seguir regras rígidas, com auditorias frequentes das reservas.

3. Integração com a Binance

A grande força do BUSD vinha do uso intenso dentro da própria Binance. A stablecoin era utilizada como moeda de referência em inúmeros pares de negociação, além de servir como base para produtos de renda passiva, empréstimos e produtos estruturados.

Por que o BUSD deixou de ser emitido?

A virada na trajetória do token ocorreu em 2023, quando a Paxos recebeu determinação do regulador americano para encerrar a emissão de novos BUSD. O cenário regulatório em torno de moedas estáveis se tornou mais rígido, e a parceria acabou sendo descontinuada.

Com isso, um processo gradual de descontinuação foi iniciado:

  • interrupção da emissão de novos tokens em 2023;
  • queda progressiva da liquidez entre 2024 e 2025;
  • redução do número de pares de negociação envolvendo o ativo;
  • encaminhamento para um encerramento total de uso ao longo de 2026.

Não houve um colapso repentino, e sim uma saída programada do mercado.

Qual foi a resposta da Binance?

A corretora precisou se adaptar rapidamente à nova realidade. Com a impossibilidade de continuar usando o antigo token como principal moeda estável, passou a direcionar usuários para outras opções, como:

  • USDT (Tether) – principal stablecoin em volume;
  • USDC (Circle) – foco em transparência e auditorias;
  • FDUSD – ativo estável que assumiu parte do espaço deixado pelo BUSD na plataforma.

Na prática, quem utilizava o antigo token foi sendo incentivado a fazer conversões para outras moedas estáveis suportadas pela exchange.

Quais são os riscos de ainda manter BUSD?

Embora ainda possam existir unidades em circulação, manter grandes quantias nesse ativo hoje traz riscos importantes, como:

  • Liquidez reduzida – menos pares de negociação e menor profundidade de mercado;
  • Suporte limitado – tendência de deslistagem em exchanges e protocolos;
  • Maior dificuldade de conversão no futuro;
  • Possíveis desvios de paridade em ambientes com baixa demanda.

Diante desse cenário, a estratégia mais prudente é trocar qualquer saldo remanescente por stablecoins ativas e com forte suporte.

Alternativas ao antigo token da Binance

Quem está estudando esse histórico normalmente busca também alternativas mais sólidas para usar no dia a dia. Entre as principais opções de moedas estáveis, destacam-se:

  • USDT – dominante em liquidez e presença global;
  • USDC – forte foco em transparência e auditoria;
  • DAI – estável com modelo descentralizado;
  • BRZ – alternativa voltada ao mercado brasileiro.

Esses ativos seguem com suporte de mercado e são integrados a múltiplas plataformas, inclusive no universo DeFi.

A experiência com o BUSD e o futuro das stablecoins

A trajetória dessa moeda estável é um exemplo claro de como o ambiente regulatório pode impactar projetos cripto, mesmo aqueles apoiados por grandes players. A descontinuação do token reforça a importância de:

  • diversificar o uso de stablecoins;
  • acompanhar notícias regulatórias;
  • revisar periodicamente a estratégia de alocação de capital.

Se você quer entender melhor o cenário geral dessas moedas, recomendamos o nosso guia principal:
Stablecoins: o que são e como funcionam.

Conclusão

A antiga moeda estável da Binance teve papel relevante na história das criptomoedas, mas seu ciclo se encerrou por motivos regulatórios e estratégicos. Hoje, quem deseja usar ativos atrelados ao dólar deve buscar alternativas com maior liquidez, transparência e perspectiva de longo prazo.

O mais importante é entender o funcionamento de cada projeto, avaliar riscos e nunca concentrar toda a exposição em um único emissor de stablecoin.


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